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19 de Agosto de 2008 Portas Hoje, fiquei um tempo do dia pensando na vida... e imaginei-a como sendo um corredor, longo ou curto, depende de cada pessoa... no meu caso imaginei um longo corredor, daqueles dos antigos palacetes, cheio de portas de um lado e do outro. Estranhamente, não consegui vislumbrar o final desse corredor, parecia não ter fim... Mas tinha portas, verdes (não sei porquê esta cor), muitas, imensas portas... Depois,fiquei pensando no significado das portas... E encarei as portas como sendo as escolhas que vamos fazendo, as decisões que vamos tomando, os caminhos que vamos escolhendo ao longo da nossa vida. A vida nos apresenta diversas circunstâncias, em que diversas portas se apresentam perante nós. Temos que decidir quais portas abrir e nem todas as portas são a melhor escolha. Umas portas são escolhas acertadas, escolhas doces e felizes, são portas onde os sorrisos e o otimismo, onde o sonho e o bem-estar se apresentam no outro lado. São portas tão fáceis de abrir, mas tão dificilmente escolhidas... Não sei bem porquê, mas a verdade é que tendemos a escolher muitas poucas vezes estas portas. Outras portas são escolhas mais frequentes, mas também mais infelizes. Por elas atravessamos para a dor, para o desespero, para o amor fracassado e proibido, para as incertezas... São portas nascidas em lágrimas, que a vida não hesita em apresentar-nos e nós em escolhermos... Outras ainda são aquelas que queríamos abrir, pelas quais sentimos um grande fascínio, mas que não se abrem... Por variadíssimas razões: (i) perdemos a chave; (ii) não temos nem nunca tivemos a chave; (iii) a fechadura está de tal forma enferrujada que não se deixa abrir; (iv) são portas que não foram feitas para ser abertas por nós (ou mesmo por ninguém)... O problemas das portas que estão no corredor que é a nossa vida é que as boas são difíceis de encontrar, difíceis de escolher, mas muito fáceis de fechar. E as más, as portas más e traiçoeiras, são fáceis de encontrar, fáceis de escolher, mas muitíssimo difíceis de fechar. Abrindo uma porta dessas na nossa vida, dificilmente a poderemos fechar e deixá-la esquecida quando quisermos sair. É um capítulo que não se deixa fechar facilmente, que deixa marcas em nós... E, por vezes, aquelas portas que mais queremos abrir, contra as quais nos batemos, nas quais empenhamos tanta da nossa energia, ficam imóveis e, quase teimosamente, não se abrem para nós. E eu... ... tenho algumas portas pra fechar... [embora ache que aos poucos estou conseguindo fazer] ... vejo-me com alguma frequência a tentar abrir portas que quero abrir, mas não consigo... [embora já tenha desistido de algumas] ... tenho medo de abrir mais portas, tenho medo de abrir uma das más, daquelas difíceis de fechar...[embora saiba que quem quer ser feliz não pode ter medo, e eu VOU SER FELIZ!]
10 de Agosto de 2008 It's over. Eu só estava terminando de ler as linhas da tua mão quando vi aquele acidente que não se chama destino, e nem acaso, - mas tempo - passar por entre as linhas que ligavam marcas novas na tua pele, foi aí que eu percebi que mais te conheço quando te toco, e que tudo isso ocupa o mesmo lugar nestas rachaduras que eu sempre chamei de cortes breves, mas que demoraram meses, feridas insistentes, pois nunca respeitei o tempo. Tua mão, sim, ela me deu um alento, mas não foi querendo me dar direções, eu também nunca respeitei as linhas, e por isso me sinto um tanto inquieta por vezes. Mas foi naquele dia em que senti que era a última vez que desvendaria teus traços mais simples que algo surgiu...E como diz a Vanessa da Mata: "é só isso, não tem mais jeito, acabou! Boa Sorte." 5 de Agosto de 2008 .Ainda sobre meus sonhos. "queria guardar os meus sonhos numa caixinha para poder usá-los quando estivesse mais triste" - Lucy Há sonhos que nos rasgam a pele, nos consomem, nos fazem acordar a meio da noite e desejar alcançá-los mesmo antes de voltar a adormecer. Há sonhos que nos desenham sorrisos quando nos tentam demover do que para nós é certo. Que nos movem as pernas, os braços, e nos fazem seguir em frente. Há sonhos. E é assim - é assim desde sempre - é assim que sem perceber os guardamos todos em 3 caixas distintas: uns ficam perdidos na memória, uns agarrados à esperança, e outros a saltar no coração. Por isso é que, como costumam dizer, não há mal que sempre dure. Por isso é que depois de um dia triste vem um sonho e nos desenha um sorriso na cara. Por isso é que nunca devemos desistir deles, e sim guardá-los cuidadosamente, um a um, todos dentro de nós. E guardá-los numa caixinha, como deseja a Lucy, era bem mais simples e bonito. Andar com ela no bolso, ver um amigo triste e ter a oportunidade de dizer: espera, tenho aqui um sonho que te vai fazer feliz! Sonhar é pintar a vida com um sorriso. ...Eu já volto - vou só ali sonhar mais um pouco... 30 de Julho de 2008 Sonhar não custa. Se eu pudesse voltar a minha infância com direito a um pedido...eu queria viver um conto de fadas com final feliz aos 25 anos. Hã?! Como assim Conto de fadas? Sim, um lindo romance, idealista, deprimente, mas, contudo, revigorante. Com visita à infância, o tesouro mais puro, quando somos capazes de tudo, sobretudo, de sonhar igual eu tô sonhando agora, rs. Queria eu ser dona desse jogo, ser árbitra, vencedora, simultaneamente. Ser capaz do melhor e do pior, desafiar todos os tabus, as autoridades, as regras. Rir numa cumplicidade que só o sonho seria capaz de entender. Anda meu amor vem, estimula o meu pensamento, agita as minhas emoções, faz-me entrar nesse sonho mesmo aos 29 anos. Questiona pois as minhas certezas, obriga-me a ver a vida segundo um novo ponto de vista. Eu quero que O amor apareça aqui, perante meu constrangimento e negação, como egoísta, cruel, ciumento afim de quebrar promessas, as minhas promessas. 28 de Julho de 2008 Uma lição... Em algum momento da vida, você já desperdiçou uma oportunidade que se apresentou como a chance da sua vida? Talvez, motivado por algum acontecimento no passado, preferiu não “arriscar-se”, ou melhor, não tentar. Acontece com muitas pessoas. Comigo já aconteceu. Medo de não conseguir. Medo de assumir um “Compromisso” maior que me julgava capaz de realizar. Não se preocupe. Todos nós somos passíveis de falhas, de medos. Mas também somos dotados de recursos naturais, espirituais e intelectuais, que nos tornam capazes de superar esses detalhes, quando identificados e aceitos. Digo: aceitos. Por que só podemos mudar uma situação se a aceitarmos como algo que nos incomoda, nos impede de crescer e de nos desenvolver. Creio que ilustrando esse raciocínio com uma historinha, vai ficar mais fácil a compreensão. Não é mesmo? Certa ocasião, uma menina que tinha adoração por patins, pediu, pediu, tanto fez que um belo dia, ela conseguiu seu objeto de desejo. Ficou muito feliz com o par de patins, não desgrudava dele um minuto sequer, era dia e noite, a menina e os patins. Mas aconteceu algo perturbador. No primeiro tombo, no primeiro arranhão, ela ficou com medo de estragar os patins e resolveu guardá-los. Os patins ainda eram a coisa que ela mais queria o que ela mais gostava de fazer era estar com eles. Mas ela preferiu apenas ficar olhando e não usar mais para não estragar. Os patins não cabem mais no seu pé. A menina, acometida de profunda tristeza, chora e lamenta os anos perdidos e que não vai mais poder recuperar. Poderia sim comprar outro par, mas nunca seriam iguais aqueles. Assim como a menina da história, são as pessoas. Guardam sentimentos, com medo de vivê-los, de se machucar e depois, quando resolvem retomar este sentimento, muitas vezes ele já passou de sua melhor fase. Aqueles patins eram especiais para a menina, eram únicos, por mais que comprasse outro não iria ser igual.
Então, não guarde os patins, apenas para não estragá-los. Mais tarde podem não servir pra mais nada a não ser lembranças. Se fizermos isso, será como se deixássemos para ser feliz em outra Hora. Pense a respeito. E aproveite esse momento para transformar seu dia num bom dia. 20 de Julho de 2008 De bem... Falar menos. Ouvir mais.
17 de Julho de 2008 Escrever É um momento absoluto. Um momento de consagração entre a minha alma e a minha mente. Um momento de silêncio total. Um momento em que me entrego ao papel e sinto o aroma das palavras. A tinta começa a ganhar sentido e a definir o meu espírito. Esta é uma terapia através da qual a minha alma ganha contornos. Um momento sem censura, a não ser aquela que é auto-imposta. Momentos mágicos em que deixo a imaginação fluir e em que o discurso não tem de ser necessariamente lógico ou racional. É a minha lógica, a minha razão. Sou uma simples moça. Vivo pequenos episódios. Sozinha. Eu e as palavras. ***Pessoal muito obrigada pelas palavras e gestos de carinho. Adoro vocês! |
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A Borboleta
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